quarta-feira, 23 de junho de 2010

Segunda - feira 17/05


Dia lindo, com calor, o sol continua brilhando.

Vou passear com minha querida prima Cristina, sobrinha do meu pai, e com a minha linda tia Leonor.

Não sei ainda onde vão me levar, mas á chegada logo verei.

A Cristina chegou, e a primeira coisa a fazer é ir buscar os documentos do carro, que ficaram esquecidos na bolsa da Ana, sem documentos, claro que não tem passeio!

Bom lá fomos nós, e ai surge o problema. Á segunda feira todos os locais históricos e museus estão fechados para a visitação pública.

Onde vamos onde não vamos, vamos até Óbidos.

A paisagem sempre bonita. Verdes mais claros, mais escuros, amarelos e liláses das flores que vão crescendo á beira da estrada.

As cidades vão se sucedendo, ao fim de mais ou menos uma hora, uma hora e pouco, lá chegamos nós a Óbidos.

É um castelo enorme construído por volta de 1380. Lindo e interessantíssimo pois mostra bem como eram construídas e evoluíam as vilas e cidades antigamente. Este castelo é cheio de construções no seu interior, casas, igrejas, ruazinhas por onde podemos passear sendo elas todas de paralélepipedos, e muito estreitas. Passamos pelas cocheiras, a anual Câmara Municipal, igrejas, tudo muito lindo, varandas de ferro forjado com flores, casas com azulejos nas paredes, enfim uma série de pequenas coisas que nos mostram como devia ser viver naqueles vilarejos de antigamente.

A porta de entrada, é linda, qualquer coisa de se tirar o chapéu. Como , os artesãos daquele tempo eram habilidosos. Cada coisa mais bonita!!!

Como não podia deixar de ser subi, ás ameias do castelo. Que coisa mais alta! bem doida ainda resolvi ir de um lado ao outro por um muro sem proteção e bem estreito. Lá fui, me agarrando nas ameias. Chegando a meio do caminho comecei a suar pois fiquei com medo. De um lado uma altura enorme, de onde se desse um passo em falso despencava e se não era morte certa, muito machucada ia ficar, do outro só o muro com espaços grandes entre as ameias.
Comecei a suar, pois a adrenalina que estava muita sossegadinha no seu cantinho resolveu começar a se mexer e aí comecei a ficar com medo. Eta mulher maluca, que parece que não sabe que já não tem idade nem saúde para estas coisas. Bom, parei, respirei fundo, apreciei a linda vista que se tem do alto do castelo, quilómetros e quilómetros de terreno, com casinhas aqui, fábricas ali, plantações acolá, o aqueduto construído no sec.xvi.com seus 3km de comprimento acolá. Apreciei a paisagem me acalmei pois não valia a pena voltar para trás, era a mesma distância e o mesmo risco, e lá fui eu, até ao fim. EEEEEHHHHH!!!!! consegui!!!!

Enquanto eu me metia nessas aventuras loucas, minha tia e minha prima ficavam lá em baixo á sombra de um frondosa árvore toda florida de amarelo, esperando a destravada que acha que ainda é criança.

Não bastava na véspera ter estado a subir e descer escadas em Palmela.

Bom dali, acabamos de ver o resto da vila de Óbidos, e depois fomos passear mais um pouco.
Como na véspera tinha ido até ao portinho da Arrábida, hoje fomos até foz do Arelho.
De novo, lindo mar, lindo sol, linda terra.

Realmente minha gente, que mar lindo, este aqui estava batido e com vento e por isso, tinha surfistas e gente fazendo kaite surf. Espetáculo muito bonito, com as velas no mar, a espuma branca cortando as ondas, pois como estava vento algumas ondas rebentavam ainda não tinham chegado á praia.

Tomamos um chá, eu uma torrada da terra, aliás as 3 comemos torrada e tomamos um refrigerante, pois estava calor.

Hora de voltar para casa.

A viagem de regresso, foi calma tranquila.

Querida prima e querida tia, que dia maravilhoso que passámos. Obrigada.

domingo, 20 de junho de 2010


Domingo 16/05

Depois de um belíssimo sábado, de romaria á saudade, fui sair com minhas primas Bela e Vânia, que por acaso, também são de Leiria.

Aonde vamos aonde não vamos, resolvemos ir até á Serra da Arrábida, novo local para os meus conhecimentos.

As saídas com estas minhas queridas primas, são sempre muito divertidas. É tanta da bobagem que dizemos e fazemos que sempre acabo com uma dor de barriga de tanto rir.

Minha querida prima Bela precisa de co-piloto que geralmente é a Vânia, pois sabe bem os caminhos que lhe são habituais, mas os novos, sempre acaba por se perder, eheheheh!!!! Assim sendo em vez de irmos para a serra da Arrábida fomos dar primeiro, no Castelo de Palmela.

Santo engano!!! Paisagem linda, Castelo lindo. Aproveitei para tirar bastantes fotografias, subir ás ameias, fazer de conta que era arqueira, enfim nem parecia uma senhora de quase 60 anos, e sim uma criança feliz que sempre fui, brincando de princesa, eheheheh, lutando também contra as invasões. Eta imaginação que vai a mil.

Esse povo é muito inteligente. Do alto dos castelos, a visão é de quilômetros e quilômetros de distância. A paisagem é linda. Hoje em dia, há lugares onde o casario é grande, mas a vista dos castelos sempre é até onde a vista alcança.

Dessa visita linda, partimos agora sim para o tal do Portinho da Arrábida.

Curva á direita, curva á esquerda, sobe, sobe, e para variar subimos mais um pouco, e aí começamos a descer. A paisagem é linda.

Aliás, o mar daqui não tem o que se lhe diga de tão bonito e limpo.

Neste caso é uma mancha azul e verde. De um lado o mar lindo e do outro o verde da serra. Paisagem maravilhosa, tudo isso com o lindo brilho do sol radioso que estava neste dia.

Durante o almoço, ficamos numa mesa bem ao lado do mar, aliás, o restaurante avança mar adentro. Chegou um barco, lancha, que atracou ao nosso lado, as pessoas vieram comprar sanduíches e voltaram de novo. Enquanto isso esperávamos a nossa caldeirada, e eis se não quando ao olharmos para o mar lá estava um belo cardume. Atrás deles vieram às gaivotas.

Se caia alguma coisa na água ela fervilhava, com tanto peixinho disputando a comida, e as gaivotas junto. Acho que meus netos iam gostar muito deste local. E aqui o mar era calmo, calmo parecia uma piscina. Agora a temperatura não sei, pois como estava vestida, não fui nem molhar o pé. Não tinha toalha para me secar (os pés).

Bom com tudo isto já eram 6 horas da tarde e ainda apreciando a nossa caldeirada, vendo os peixes vindo comer praticamente á nossa mão, e as gaivotas dando os mergulhos e fazendo seus vôos.
Hora de voltar para casa, e desta vez com o rumo certo.

Foi um dia ótimo, muito bonito, bem passado, e em maravilhosa companhia.

Ah esqueci de uma coisa desagradável.

Roubaram o carro da minha prima Vânia. Apesar de ter sido um dia maravilhoso, tivemos essa contrariedade.

sábado, 19 de junho de 2010

Sexta - Feira 14/05

Hoje ficamos em casa da parte da manhã, e de tarde fomos buscar a tia Lena, tratar de uns papeis, e fazer um lanche, jogar uma conversa fora, ver montras (vitrines).

Sábado 15/05

Hoje é dia de fazer a viagem da saudade. Vou até á cidade natal da minha querida e saudosa mãe.

Vou até Leiria, ver minha querida tia Cristina que está com 93 anos, meus primos que não vejo há mais de 40 anos. É mesmo a volta ao passado.

Ás oito e meia da manhã, a Liu e o Zé Maria, vieram-me buscar para depois pegarem a minha querida Fada Madrinha (Maria Guilhermina), para nos encontrarmos todos em Leiria.

Fomos nós, a caminho da saudade, e das recordações de infância. Lá passei bons momentos de férias, quando vinha a Portugal, quando era pequena. Quer dizer junto todo o tempo que estive por aqui, passei em toda a minha vida cerca de 4 anos. Uns meses da primeira vez, dois anos da segunda e mais dois anos da ultima vez. Isto não quer dizer que os laços afetivos que se formaram não tivessem sido grandes, e por isso mesmo gostosos de reviver.

Lá vamos nós, no belo carro novo da Liu e Zé, estamos estreando (eheheh), com muito conforto, e conversa vai conversa vem chegamos.

O primeiro lugar onde vamos é a casa da Patrícia filha da Liu e do Zé, buscá-la para ir almoçar conosco. Dali vamos à casa do meu querido primo Tó, irmão da Liu, e filho da tia Maria Cristina.

Subimos, e aqui uma ressalva sobre muitos elevadores desta terra. A maior parte é pequena só dá para 4 pessoas e não tem a porta do próprio elevador. Achei isso interessantíssimo e diferente. Ou acontece naqueles em que tenho andado.

O apartamento é muito bonito, cheio de quadros de Leiria, ganhei 2 caixas com o doce típico da cidade, as brisas do Lis, doce feito com amêndoas, e ovos, uma delicia.

Hora do almoço, e lá fomos buscar a tia Tininha. Oh saudade!!!! Como está linda a minha querida tia, mesmo velhinha. Não parece que tem essa idade. Bem arrumada, lúcida, conversadora, sabendo bem o que está a dizer. Pena que está na cadeirinha de rodas, mas de resto está bem.

Fomos nós almoçar. Recanto muito lindo, onde o Lis (o rio da cidade) corre com sua água transparente, se não é limpa aparenta (limpa para consumo), com os patinhos e sua ninhada nadando, e passeando na varanda, e peixinhos nadando.

O ruído manso do rio correndo, e saltando pelas pedras, lugar lindo, um antigo moinho.

Eis senão quando aparece meu primo Rui, sua irmã Nelinha e a cunhada Teresa. Alegria de poder ver estes queridos também. Assim almoçamos todos neste local lindo, conversando, lembrando dos velhos tempos, pois o Rui, a Nelinha e Teresa estiveram também em Angola comigo, chegando a Nelinha a trabalhar com a minha mãe.


Mas estive também a conversar com o Tó, e de vez em quando ia até á minha querida velhinha para lhe dar um beijo e um abraço.


Dali fomos até á praça principal da cidade para tomarmos um cafezinho, e eu poder dar uma volta pela cidade, tirar umas fotos, passar e fotografar pelas casas onde passeava quando em criança e adolescente ia passar alguns bons momentos.

Primeiro fui com o Rui e com o Tó, passear por esses locais antigos, depois fui com a minha linda Patrícia fotografar outros locais lindos e típicos da cidade.

Fomos até ao castelo mas infelizmente já estava fechado. De qualquer maneira tiramos bastantes fotografias.

Hora da tia Linda, voltar ao lar, pois já era hora do jantar por lá, e ela tem hora de entrada.

Com grande pena minha lá fomos levá-la. Ainda estive mais um pouco com ela mas infelizmente a hora de partir chegou.

Viagem de volta em paz e sossego, pensando nas coisas boas que ficaram para trás, mas ainda com a certeza que veria a minha queria tia mais uma vez pelo menos, pois ela vem a Lisboa passar uma semana.

Que belo dia que passamos. Que bela viagem ao passado. Por quase todos os lugares por onde passei, e sabia que minha mãe falava com saudade sempre ergui o pensamento a ela. Tenho a certeza que lá onde ela está, estava feliz e com o seu sorriso lindo apreciando e acenando com a cabeça aprovando este momento.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Domingo, Segunda, Terça, Quarta 09/10/11/12/05

Nestes dias ficamos em casa, sendo que todas as tardes íamos dar uma volta a algum shopping-center. Também é bom descansar um pouco de tanta folia, e nas idas aos shoppings center dávamos uma vista nas vitrines (montras), e fazíamos o nosso lanche da tarde.
Foram uns dias tranquilos mas muito bons.

Quinta - Feira 13/05

Hoje é dia de Nossa Senhora de Fátima.

Amanheceu um dia meio chuvoso, ventoso, e frio.

Vamos a Benavente, a uma fazenda de uns primos do Miguel, para ver uma garreada,
coisa típica do Ribatejo.

Esperamos que os netos, Francisco e Pedrinho, cheguem para eles poderem curtir estes espetáculos também, e lá vamos nós.

Já é a segunda vez, que vou a Benavente, mas a paisagem sempre me encanta.
Sobreiros (as árvores de onde sai à cortiça), cortados e com as datas de quando foram cortados inscritos nos troncos, pois só de 9 em 9 anos se pode cortar a casca de novo, campos e campos a perder de vista plantados com arroz, tomate, e mais alguma coisa, gado, cavalos e bois, e aqui e ali, árvores.

Tudo muito verdejante. Parece daqueles trabalhos de pachtwork, onde as cores se misturam e há verdes de vários tons.

Quase á chegada da fazenda, os campos pintalgados de lilás, ou de amarelo das flores silvestres. Encantador.

Ao chegarmos, os primos do Miguel, vestidos tradicionalmente como os donos das fazendas, vieram nos receber.

Eu que não estou habituada a esses trajes típicos fiquei encantada, e logo pedi para tirar fotografias.

Apresentações daqui e dali, Hora de ir ver os campinos levando o gado para o campo com seus trajes típicos, os seus vara paus, e as vacas com seus badalos, blém, blém, blém. Uma graça!

A banda também, estava lá, tocando, musicas típicas, muito bonitas.

Mas estava muito frio, tive que ir colocar outro casaco, pois o agasalho com q estava não chegava. Chegou a chover, caíram umas gotinhas de água, que nos obrigou a abrir os guarda-chuvas, mas foi por pouco tempo, coisa rápida.

Depois da apresentação da banda, hora do almoço.

Sanduíche de porco assado na brasa, e sardinha assada com salada. Continuo afirmando que o peixe aqui tem um sabor diferente. A sardinha é bem diferente daquela que se come no Brasil. Comecei a comer com medo de não gostar, mas estava uma delicia. Estou começando a achar que sou suspeita, pois gosto de tudo que como.

Após o almoço, e todos descansarmos um pouco conversando, hora de mais atividades.

A apresentação do treinamento de um cavalo para tourada, ensinar o animal a não temer os touros, bois de grande porte. Gente que cavalo lindo, todo negro, lustroso, bonito mesmo, e como o ginete o domava bem.

Depois dessa apresentação hora dos forcados. São os rapazes que em turmas de 5 ou 6, mais ou menos enfrentam o touro, e de peito aberto tentam domá-lo, sou seja pará-lo enquanto ele vem na sua correria desabrida.

A maior parte das vezes dá certo, mas ás vezes o bichinho ganha e joga os forcados no chão, ou acerta eles. As fotos do face são com bois ainda pequenos, mas o ultimo já era um grandinho. Pena que não tenho foto.

Com isto tudo, já eram quase 7 horas, apesar de ainda estar um dia lindo, hora de retornar a casa, as crianças já estavam cansaditas, e o lindo espetáculo acabando.

Despedidas, agradecimentos e viagem de volta.

Foi um dia lindo diferente, onde conheci um pouco mais das tradições desta terra.
Miguel fica aqui um obrigadão, por me proporcionar um dia diferente.

quarta-feira, 2 de junho de 2010


Domingo 09/05

Hoje é dia da mãe no Brasil. Meu primeiro pensamento ao acordar foi para os meus queridos que estão do outro lado do oceano. Sei que estão todos bem, pois ontem falei com eles, e com aquelas que também são (Fabi e Rô) para lhes desejar um ótimo domingo.

Hora do almoço. Chega uma mensagem pelo telemóvel (celular) do meu Pedro, com aquelas palavras bonitas que sabe dizer. Claro, que a boba da mãe se lavou em lágrimas. Foi a primeira vez que passamos esta data longe um do outro, mas foi por uma ótima causa. A Meca logo ligou para eles, para eu poder falar com meu filhote. Mais lágrimas, mas são lágrimas boas, de saudade sim, mas de saber que todos estão felizes com a minha estadia aqui após tantos anos sem ver meus amigos queridos, minha família, e poder curtir tudo isto, graças a Meca e ao Miguel, que mesmo sem me conhecer me aceitou na sua casa durante 3 meses.

Bom, mas hoje há o jogo do Benfica a final do campeonato, e o pai da Ana Prata nos convidou para irmos lá ver o jogo e comer um queijo da Serra.

Lá vamos nós, Salomé, Miguel e eu. Meio correndo pois a hora do jogo está chegando, e o Miguel quer vê-lo.

Chegamos com um pouco de atraso. O Benfica já tinha feito um golo, logo no principio do jogo pois não chegamos muito depois do jogo ter começado.

Conversa vai, conversa vem, o jogo acaba e vamos nós fazer o lanche.

O delicioso queijo da Serra, hum derretendo, gambas, saladas, pães, um delicioso vinho. Ai, ai!!! não quero mais nada nesta vida, delicias e delicias, boa companhia, boas gargalhadas, o que quero eu mais da vida???!!!! Este ótimos momentos é o que vou levar guardado no meu coração.

Ah! como terminou o jogo? O Benfica ganhou, e Lisboa tornou-se um mar de vermelho, com todos os torcedores celebrando a vitória do seu clube.


Jardim de Leiria. Esta é em homenagem á minha mãe.

Beijos

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Três dias no Algarve


Quarta - Feira 05/05

De novo dia bonito, mas meio frio. Hoje é dia de ginástica da Salomé, e almoço com as colegas de trabalho. Fui com ela para sair um pouco de casa e conhecer essas senhoras, que almoçam todas as quartas feiras com a minha amiga querida.

Arrumar, sair e lá vamos nós.

Enquanto a Meca fazia os seus exercícios dei uma volta pela larga avenida que fica bem pertinho do local da ginástica, ver vitrines (montras), e caminhar um pouco até ao meio dia, enquanto a Meca se exercitava.

Meio, dia lá voltei para a academia, para esperar que ela se aprontasse, para podermos ir almoçar com as suas amigas de serviço.

Nos encontramos na esquina habitual, e fomos nós almoçar, lépidas e faceiras.

Fomos a um restaurante, italiano, onde se come lindamente, pedimos eu uma massa, ótima, e a Salomé e outra amiga pizza.

Comemos tudo!!! Fomos umas lindas meninas!!! Hahaha!!

De lá , viemos para casa, pois mais tarde iríamos até ao Algarve, província (estado) ao sul de Portugal, para onde acorrem muitos, mas muitos turista. Ainda não conheço. Sei que Ayrton Senna tinha casa por aqui, mas não sei em que cidade.

Como tudo aqui em Portugal se faz rapidinho graças ás ótimas auto-estradas em 2 horas estávamos lá.

A paisagem é interessante.

Como estamos na primavera, tudo é verdejante. Campos e planícies tudo verde, sobreiros com as cascas cortadas para fazer a cortiça, campos e campos verdes, aqui e ali de vez em quando aldeias, cidades, para acabar com a monotonia do verde.

Chegamos.

Lugar lindo. A casa não fica muito perto da praia, mas a vista é maravilhosa.

O mar verde, que escutamos, o farol bem em frente á casa, á direita a cidade de Portimão, e o encontro do rio com o mar.

Lindo e tranquilo.

A casa é muito acolhedora, com uma varanda (área) enorme, onde podemos tomar um sol, nos dias quentes.

Tiramos as coisas do carro, arrumar em casa, carregar os troncos, que servirão para bancos ou mesas de aproximação, e pronto. Agora vamos dar uma voltinha por Ferragudo, até para comermos alguma coisa, pois com tudo isto, já é hora de jantar.

Mas ...

Ué.... Cadê a bolsa da Meca?? Bate o nervoso, procura daqui, procura dali, e nada.

Saímos par ver se estava no carro, e eis que bate a porta com a chave de casa lá dentro.

Pronto agora sim, é que o caldo entornou.

Estamos na rua sem a chave do carro e sem a chave de casa. Vamos tentar subir o muro, par ver se alcançamos a varanda que daí conseguimos abrir a porta. Que nada, só deu para subir um pouquinho, pelas janelas mas o resto não deu.

Solução. Como aquilo é um condomínio, fechado, as chaves do vizinho ficam por lá, então a Salomé foi pedir para o atendente entrar no apartamento do lado, e dar um jeito de abrir a porta para nós. Além disso, aqueles apartamentos também são para alugar, por isso a portaria tem autorização para entrar nos apartamentos.

Lá foi o rapaz, que conseguiu abrir a porta. Espera um pouco, pois tenho que ver se encontro a minha bolsa, pois senão temos que ir procurar um chaveiro para abrir a porta do carro. Procura daqui e de lá, a bolsa estava dentro de um cesto para roupa suja que a Salomé tinha comprado, e ao subir as escadas como estava bastante carregada colocou a bolsa ali. UFA!!!! Que alivio!

Fechamos a casa e lá fomos mesmo de noite dar uma pequena volta pela cidadezinha.

Como já eram quase 10 da noite, cadê um restaurante aberto? Além de tudo, também não estamos na temporada que salvo erro começa agora em Julho.

Andamos para frente, andamos para traz, e achamos um restaurantezinho, assim meia boca, mas foi lá mesmo que resolvemos entrar.

Pedimos uns filetes de peixe, um arroz branco, e umas batatas fritas.

Gente não sei o que é, mas o peixe aqui é muito mais gostoso que o nosso aí no Brasil.
Estava uma delicia.

Voltamos para casa, e fomos descansar, pois o dia seguinte prometia ser ótimo.


06/05

Quinta - Feira

Amanheceu um dia lindo, mas com um pouco de vento.

De manhã, tomar café, apreciando a bela paisagem que se tem dali. Um lindo mar, o sol brilhando, ótimo para um belíssimo banho de sol, e estrear o meu fato de banho (maiô). Lá fui eu colocar minhas belas (ahah) formas á mostra. Bom o importante com belas ou horríveis formas, era apanhar um belo banho de sol, enquanto o almoço ia-se fazendo no forno. Hum, o cheirinho estava ótimo.

Depois do almoço, fomos conhecer (eu) as praias de Ferragudo.

O mar é lindo, transparente, de um verde jade, a areia não é tão fina, mas mesmo assim é ótima para podermos nos estender um pouco e ficarmos bronzeados. Pena que o mar lindo e mesmo com o solzinho brilhando, estivesse tão gelado. Ainda molhei os pés, mas sai de lá com eles geladinhos, geladinhos.

Havia gente que não se intimidou e lá estavam no mar, mas não me atrevi, não.

Agora lá que aquela água toda era convidativa ah lá isso era. Se estivesse um pouco mais quente tinha ido, pois além de tudo o mar ali é calmo.

Bom dali fomos a Carvoeiro, uma vila muito engraçada, onde se vende muito artesanato de barro (argila). Cada coisa, mais bonita, e mais interessante que a outra.

Caminha, vê, escolhe, analisa, fotografa.

Aqui o mar também é calmo e lindo, convidativo a um mergulho, mas o mar gelado é de fugir.

Com isto eram hora de regressar a Ferragudo.

Se amanhã o dia estiver bom, com mais sol tentarei entrar na água, pois eu com o mar, ou não fosse Mar, é uma paixão, não posso ver uma água que logo quero entrar.


Sexta - Feira 07/08

Sniff, Sniff, amanheceu um dia feio, parecia que ia chover, muito vento.

Lá se foi a minha esperança de um belo banho de mar, ficar um pouquinho mais bronzeada.

Estava até meio friozinho. Foi preciso até usar o casaquinho.

Bom como não dá para ficarmos por aqui, curtindo a praia, o calor e a água, vamos até Portimão a cidade que avistamos da varanda e a Lagos.

Portimão, é uma cidade muito interessante, com os prédios do porto todos muito coloridos em amarelo ocre, e vermelho telha, com bastantes cegonhas, as ruas pequenas, estreitas, o mar lindo, com uma linda marina, que nesta época ainda estava cheia de barcos, o rio passando calmamente e desaguando no mar.

Ao voltarmos para irmos a Lagos, comentei com a Salomé, olha que interessante, uma estátua das cegonhas lá no alto daquela chaminé, com o ninho e tudo. Mas que nada, era de verdade. Tinha comprado um postal com aquela imagem para mandar para o meu neto, e achei que aquilo realmente era uma estátua. Pena que não tive oportunidade de fotografar.

Dali fomos para Lagos, a maior cidade do Algarve.

Cidade cosmopolita, também, muito bonita. A marginal lembra a marginal de Luanda, com seus coqueiros, palmeiras.

Almoçamos num restaurante, onde tínhamos uma vista belicissima da praia, com o mar azul lá em baixo, pouquíssimas pessoas nas praias, mas havia pessoas que jogavam volei de praia.

Aqui, alugam-se barracas por temporada, mas barracas mesmo, não guarda-sóis, então, para se chegar lá na praia, existem tapumes para não dificultar o nosso caminhar na praia (areia), que muito extensa.

Durante o almoço, no restaurante, vinham pardalitos nos visitar pois queriam beliscar do nosso prato (ah, ah, ah ).

Fomos visitar a fortaleza de Santa Catarina, onde a vista alcança léguas e léguas de água. Eta povo inteligente! Se vinham atacar os vigilantes, sei como se chamavam aqueles que cuidavam da fortaleza, tinham tempo e mais que tempo para dar o alerta.

Paisagem de um mar verde lindo, com um céu azul deslumbrante. Do frio que fazia, se tornou um calor agradável.

Passeamos pelo centro da cidade, visitar lojas. Tirar mais fotos, lanchar. Dia ótimo!!!

Lindo, maravilhoso.

Meca querida, obrigada por me proporcionares, momentos tão maravilhoso.


Sábado 08/05

Dia de voltar a Lisboa. O Miguel, o meu querido amigo, a quem no fundo devo tudo isto, chega de Angola e depois da reunião de condomínio voltaremos.

Para não ficar muito, muito triste, amanheceu um dia ventoso, com nuvens pesadas de chuva e frio.

Enquanto a Salomé foi para a reunião de condomínio, eu arrumei minhas coisitas, e esperei a sua chegada.

Almoçamos, coisas no carro, fechar a casa e tomamos o rumo da casa na capital.
No caminho pegamos chuva da grossa, mas foi por pouco tempo.


Beijos e saudades de todos.
Marocas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Semana de 01 a 04 de Maio.


Sábado 01/05

Hoje é sábado, dia de fazer um pouco mais de preguiça. Continuam os dias lindos, mas com frio. Nem parece que estamos na primavera já bem pertinho do verão. Sempre casaco, tênis e meias. Mas também não é a aquela temperatura invernal, é meia estação mesmo, mas bem que já podia estar mais quentinho.

Almoço, e a sagrada sestinha no sofá, ahahah. Coisa boa!!!


E o que vamos fazer? Pergunta a Salomé? E ela mesmo responde: - Ah, vamos ao Corte Inglês buscar a saia da minha mãe, pois amanhã é dia da mãe, e esse vai ser meu presente para ela.

Como eu ando á procura de umas calças para mim, e já tinha visto alguma coisa por lá, aproveitamos e já vemos. Fomos nós, felizes da vida, para as compras.

Ao lá chegar, tudo fechado.

Mas que horas são? Aquilo fecha tarde, lá pelas 11 da noite e ainda estava dia!!! Eram seis... Ué!!!! O que se passa??? Porque será que isto está fechado?? Se calhar é esta entrada, vamos ver a outra. E lá fomos nós darmos à volta, quando de repente me lembro, espera hoje é dia primeiro de maio!!!! É feriado! Por isso está tudo fechado.

Claro as duas aqui aposentadas, sem o compromisso dos empregos, horários, corridas, levar filhos á escola, etc, etc, atenção já passamos por isso, nem nos apercebemos que era feriado.

Ai, agora ficamos sem o presente (prenda) para dia da mãe, o que vamos fazer?

Fomos até a um shopping, que tem aqui perto, o Fonte Nova, e fizemos nossas comprinhas, lembrancinhas, para as mamãs, um lanchinho e casa, pois os netos da Mé, viriam aqui dormir.


Domingo 02/05

Hoje é dia das mães!!!!!

Amanheceu um dia bonito, mas ventoso e achei que meio frio. Vamos almoçar a casa da Filipa, a mãe dos netos da Salomé, O Miguel está em Angola a serviço.

Enquanto esperávamos a hora para ir, fui brincar um pouquinho, bem pouquinho, com as crianças na rua, enquanto a Ana precisava de fazer alguma coisa, que não sei o que era. O pequenino, o Pedro, (01 ano, a caminho dos 2) empurrava o mais velhinho, o Francisco, e acenava para nós. Três passos, e aceno. Muito fofuchos os dois. Quando voltar para Porto Alegre vou ter muitas saudades destas duas crianças.

O almoço uma delicia! Lá vou eu para o roteiro gastronômico. Coxas de peru assadas, com um molho delicioso, assim não ficou uma carne seca, uma salada verde, arroz com ervilhas, e de sobremesa, morangos, pudim, torta de maçã. Está bom ou querem mais?
Claro que tem mais, o café ou o chá.

Mais um bocadinho, fomos ajudar a dona de casa a arrumar a cozinha, e depois voltamos para casa, pois eu á noite tenho mais farra. Eta mulher que gosta de um passeio!

Ainda não estávamos chegando a casa, e a Liu me liga, para combinar a que horas me apanharia aqui, pois á noite iríamos ao show do Ney Mato Grosso. É... preciso vir a Portugal, para ver os artistas brasileiros, primeiro encontro com D. Glória Menezes, e agora vou ver o Ney.

Mal tinha entrado para me trocar, ela já cá estava. Fui jantar na casa dela. Uma sopa de feijão verde deliciosa, e um sanduíche com o maravilhoso queijo português. Para completar um delicioso carioca de limão.

Tenho vontade de levar umas sementes destes limoeiros e arrumar uma terrinha para os plantar. Além de serem grandes são muito cheirosos, e não são muito ácidos. Fazem realmente um delicioso chá. Meninas do chimarrão não sabem o que estão perdendo!!!

Chegada á hora, e lá vamos nós aproveitar para ainda dar uma pequena volta por Lisboa á noite, ou seja caminhar um pouco pela baixa.

Muitos estudantes pelas ruas, barzinhos com gente tomando a sua cervejota, e comendo marisco, cheiro de sardinha assada.

Aproveitamos e vamos ao Hard Rock Café, que está dando o jogo do Benfica e Porto, então como bons portugueses, tal quais os bons brasileiros, o bar está cheio de gente vendo o jogo no enorme telão que lá tem. Olho, vejo, tiro umas fotos, e lá vamos nós, para o Coliseu pois é lá que se realizaria o show.

Vige! Que finas eu e a minha prima, não quero mais nada da vida, assistir o show do Ney Mato Grosso de camarote!!!!

O Coliseu é muito interessante. É um teatro de forma redonda, exactamente como o Coliseu que conhecemos, tapetes vermelhos, galerias, os camarotes, com cadeiras confortáveis. Uma delicia.

Atenção, preparar, e lá vai começar o show.

Quatro músicos, e Ney no palco. Quem estava á espera de um show dos tempos dos Secos e Molhados, cheio de penas, trejeitos, etc, etc, ficou assim meio confuso.

Foi um show ótimo, mas muito intimista e contido. Musicas conhecidas, quase todas, pelo menos para mim, mas realmente muito contido.

De qualquer jeito amei. Voltou á boca de cena 3 vezes.

Como disse, era dia de jogo, como estava no camarote, ao olhar para baixo, só via celulares ligados. Deviam ser daqueles que têm televisão. As pessoas estavam também a ver o jogo. Quando terminou o show comentei com a minha prima, olha acho que o Benfica perdeu, pois os celulares estão desligados e não se ouve barulho na rua.
Dito e feito. O tal do Benfica tinha perdido por 2 a 1.

E assim foi meu dia das mães aqui em Portugal.


Segunda - feira 03/05

Passei o dia em casa tentando colocar este nossa conversa em dia, pois está com uns dias de atraso, mas, ou passeio ou escrevo. Ah ah ah ah!


Terça - feira 04/05

Hoje vou sair com as minhas primas filhas do meu tio José Alberto.

São todas mais velhas que eu, mas no passado, passamos ótimos momentos. Na ida delas para Moçambique ficaram um mês na minha casa, isto que, antes disso, aqui mesmo por Portugal, tínhamos convivência, pois seguido passávamos o fim de semana na casa da nossa querida tia Zizoquinha.

Ás 4 da tarde a Belinha, estava aqui á porta para me pegar, para irmos para casa da filha da Vânia, que não conheço, a Catarina.

Lá fomos nós, ela mora aqui perto.

Subimos, entro, e quem está lá??!!! Meu querido primo Zé!!!! Mas não é que, esse menino (é da mesma idade de que eu), se abalou do seu canto, fiquei sabendo que é um eremita de primeira, não sai da sua cidade nem por nada, só para estar comigo? Quanta honra!!!

Adorei vê-lo.

Passamos a tarde em casa da Catarina, que tem 2 lindos meninos, um de um ano e outro de 3, o Pedro e o Nuno, e está esperando uma Maria. Foi uma tarde agradabilíssima, com todos conversando, lembrando do passado, comendo umas torradinhas, tomando um suco, tudo acompanhado por ótimos queijos.

Entretanto, chegou a minha prima Cristina, aí sim começou a galhofa (brincadeira), gargalhada de um lado, gargalhada do outro, e hora de sair, para decidirmos onde iríamos jantar.

A viagem, grande percurso até ao centro, (são só 10 minutos) foi só de gargalhada, de tanto disparate que íamos dizendo, e ia acontecendo. Há muito, muito tempo, que não ria tanto. Cheguei a ficar com dores de estômago, de tanto que ri.

Fomos até, ás docas, antigos armazéns do cais, mas estava muito vento, e muito frio, por isso resolveram ir até á Portugália, um restaurante tradicional português, que fica mesmo á beira do rio Tejo. Lindo interior, com uma decoração diferente, cheio de canecas de cerveja penduradas.

O que vamos pedir o que não vamos pedir, lá veio um bife á Portugália para cada um, acompanhado de batatas fritas, e o famoso esparregado. Todos pedimos isso, menos a Cristina que pediu uma açorda de gambas. Tudo estava uma delicia.

Fotos, fotos, e mais fotos, hora de ir embora.

Mais passeios, mais gargalhadas, mais dor de barriga de tanto rir, e assim chegamos e fiquei em casa.

Estas minhas primas são mesmo um barato, pessoas bem dispostas. O Zé também um amor, mas mais sossegado.

Espero poder estar com eles ainda mais algumas vezes.


Beijos a todos com muitas saudades.

Marzinha, Mar, Marocas.