sábado, 19 de junho de 2010

Sexta - Feira 14/05

Hoje ficamos em casa da parte da manhã, e de tarde fomos buscar a tia Lena, tratar de uns papeis, e fazer um lanche, jogar uma conversa fora, ver montras (vitrines).

Sábado 15/05

Hoje é dia de fazer a viagem da saudade. Vou até á cidade natal da minha querida e saudosa mãe.

Vou até Leiria, ver minha querida tia Cristina que está com 93 anos, meus primos que não vejo há mais de 40 anos. É mesmo a volta ao passado.

Ás oito e meia da manhã, a Liu e o Zé Maria, vieram-me buscar para depois pegarem a minha querida Fada Madrinha (Maria Guilhermina), para nos encontrarmos todos em Leiria.

Fomos nós, a caminho da saudade, e das recordações de infância. Lá passei bons momentos de férias, quando vinha a Portugal, quando era pequena. Quer dizer junto todo o tempo que estive por aqui, passei em toda a minha vida cerca de 4 anos. Uns meses da primeira vez, dois anos da segunda e mais dois anos da ultima vez. Isto não quer dizer que os laços afetivos que se formaram não tivessem sido grandes, e por isso mesmo gostosos de reviver.

Lá vamos nós, no belo carro novo da Liu e Zé, estamos estreando (eheheh), com muito conforto, e conversa vai conversa vem chegamos.

O primeiro lugar onde vamos é a casa da Patrícia filha da Liu e do Zé, buscá-la para ir almoçar conosco. Dali vamos à casa do meu querido primo Tó, irmão da Liu, e filho da tia Maria Cristina.

Subimos, e aqui uma ressalva sobre muitos elevadores desta terra. A maior parte é pequena só dá para 4 pessoas e não tem a porta do próprio elevador. Achei isso interessantíssimo e diferente. Ou acontece naqueles em que tenho andado.

O apartamento é muito bonito, cheio de quadros de Leiria, ganhei 2 caixas com o doce típico da cidade, as brisas do Lis, doce feito com amêndoas, e ovos, uma delicia.

Hora do almoço, e lá fomos buscar a tia Tininha. Oh saudade!!!! Como está linda a minha querida tia, mesmo velhinha. Não parece que tem essa idade. Bem arrumada, lúcida, conversadora, sabendo bem o que está a dizer. Pena que está na cadeirinha de rodas, mas de resto está bem.

Fomos nós almoçar. Recanto muito lindo, onde o Lis (o rio da cidade) corre com sua água transparente, se não é limpa aparenta (limpa para consumo), com os patinhos e sua ninhada nadando, e passeando na varanda, e peixinhos nadando.

O ruído manso do rio correndo, e saltando pelas pedras, lugar lindo, um antigo moinho.

Eis senão quando aparece meu primo Rui, sua irmã Nelinha e a cunhada Teresa. Alegria de poder ver estes queridos também. Assim almoçamos todos neste local lindo, conversando, lembrando dos velhos tempos, pois o Rui, a Nelinha e Teresa estiveram também em Angola comigo, chegando a Nelinha a trabalhar com a minha mãe.


Mas estive também a conversar com o Tó, e de vez em quando ia até á minha querida velhinha para lhe dar um beijo e um abraço.


Dali fomos até á praça principal da cidade para tomarmos um cafezinho, e eu poder dar uma volta pela cidade, tirar umas fotos, passar e fotografar pelas casas onde passeava quando em criança e adolescente ia passar alguns bons momentos.

Primeiro fui com o Rui e com o Tó, passear por esses locais antigos, depois fui com a minha linda Patrícia fotografar outros locais lindos e típicos da cidade.

Fomos até ao castelo mas infelizmente já estava fechado. De qualquer maneira tiramos bastantes fotografias.

Hora da tia Linda, voltar ao lar, pois já era hora do jantar por lá, e ela tem hora de entrada.

Com grande pena minha lá fomos levá-la. Ainda estive mais um pouco com ela mas infelizmente a hora de partir chegou.

Viagem de volta em paz e sossego, pensando nas coisas boas que ficaram para trás, mas ainda com a certeza que veria a minha queria tia mais uma vez pelo menos, pois ela vem a Lisboa passar uma semana.

Que belo dia que passamos. Que bela viagem ao passado. Por quase todos os lugares por onde passei, e sabia que minha mãe falava com saudade sempre ergui o pensamento a ela. Tenho a certeza que lá onde ela está, estava feliz e com o seu sorriso lindo apreciando e acenando com a cabeça aprovando este momento.

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