
Dia lindo, com calor, o sol continua brilhando.
Vou passear com minha querida prima Cristina, sobrinha do meu pai, e com a minha linda tia Leonor.
Não sei ainda onde vão me levar, mas á chegada logo verei.
A Cristina chegou, e a primeira coisa a fazer é ir buscar os documentos do carro, que ficaram esquecidos na bolsa da Ana, sem documentos, claro que não tem passeio!
Bom lá fomos nós, e ai surge o problema. Á segunda feira todos os locais históricos e museus estão fechados para a visitação pública.
Onde vamos onde não vamos, vamos até Óbidos.
A paisagem sempre bonita. Verdes mais claros, mais escuros, amarelos e liláses das flores que vão crescendo á beira da estrada.
As cidades vão se sucedendo, ao fim de mais ou menos uma hora, uma hora e pouco, lá chegamos nós a Óbidos.
É um castelo enorme construído por volta de 1380. Lindo e interessantíssimo pois mostra bem como eram construídas e evoluíam as vilas e cidades antigamente. Este castelo é cheio de construções no seu interior, casas, igrejas, ruazinhas por onde podemos passear sendo elas todas de paralélepipedos, e muito estreitas. Passamos pelas cocheiras, a anual Câmara Municipal, igrejas, tudo muito lindo, varandas de ferro forjado com flores, casas com azulejos nas paredes, enfim uma série de pequenas coisas que nos mostram como devia ser viver naqueles vilarejos de antigamente.
A porta de entrada, é linda, qualquer coisa de se tirar o chapéu. Como , os artesãos daquele tempo eram habilidosos. Cada coisa mais bonita!!!
Como não podia deixar de ser subi, ás ameias do castelo. Que coisa mais alta! bem doida ainda resolvi ir de um lado ao outro por um muro sem proteção e bem estreito. Lá fui, me agarrando nas ameias. Chegando a meio do caminho comecei a suar pois fiquei com medo. De um lado uma altura enorme, de onde se desse um passo em falso despencava e se não era morte certa, muito machucada ia ficar, do outro só o muro com espaços grandes entre as ameias.
Comecei a suar, pois a adrenalina que estava muita sossegadinha no seu cantinho resolveu começar a se mexer e aí comecei a ficar com medo. Eta mulher maluca, que parece que não sabe que já não tem idade nem saúde para estas coisas. Bom, parei, respirei fundo, apreciei a linda vista que se tem do alto do castelo, quilómetros e quilómetros de terreno, com casinhas aqui, fábricas ali, plantações acolá, o aqueduto construído no sec.xvi.com seus 3km de comprimento acolá. Apreciei a paisagem me acalmei pois não valia a pena voltar para trás, era a mesma distância e o mesmo risco, e lá fui eu, até ao fim. EEEEEHHHHH!!!!! consegui!!!!
Enquanto eu me metia nessas aventuras loucas, minha tia e minha prima ficavam lá em baixo á sombra de um frondosa árvore toda florida de amarelo, esperando a destravada que acha que ainda é criança.
Não bastava na véspera ter estado a subir e descer escadas em Palmela.
Bom dali, acabamos de ver o resto da vila de Óbidos, e depois fomos passear mais um pouco.
Como na véspera tinha ido até ao portinho da Arrábida, hoje fomos até foz do Arelho.
De novo, lindo mar, lindo sol, linda terra.
Realmente minha gente, que mar lindo, este aqui estava batido e com vento e por isso, tinha surfistas e gente fazendo kaite surf. Espetáculo muito bonito, com as velas no mar, a espuma branca cortando as ondas, pois como estava vento algumas ondas rebentavam ainda não tinham chegado á praia.
Tomamos um chá, eu uma torrada da terra, aliás as 3 comemos torrada e tomamos um refrigerante, pois estava calor.
Hora de voltar para casa.
A viagem de regresso, foi calma tranquila.
Querida prima e querida tia, que dia maravilhoso que passámos. Obrigada.


Fomos nós almoçar. Recanto muito lindo, onde o Lis (o rio da cidade) corre com sua água transparente, se não é limpa aparenta (limpa para consumo), com os patinhos e sua ninhada nadando, e passeando na varanda, e peixinhos nadando.


Hora da tia Linda, voltar ao lar, pois já era hora do jantar por lá, e ela tem hora de entrada.
Apresentações daqui e dali, Hora de ir ver os campinos levando o gado para o campo com seus trajes típicos, os seus vara paus, e as vacas com seus badalos, blém, blém, blém. Uma graça!
Depois dessa apresentação hora dos forcados. São os rapazes que em turmas de 5 ou 6, mais ou menos enfrentam o touro, e de peito aberto tentam domá-lo, sou seja pará-lo enquanto ele vem na sua correria desabrida.

